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Como estudei para evoluir de 33 para 42 acertos em linguagens no ENEM

Para melhorar em Linguagens no ENEM, precisei analisar erros e resolver questões. A evolução veio com constância, leitura madura e o básico bem feito.

Durante muito tempo, eu achei que ir bem em Linguagens era sorte e que a TRI era uma verdadeira loteria. Cheguei a pensar que não adiantava estudar tanto porque, no fim das contas, a resposta certa “vai da interpretação”.

Essa ideia me acompanhou no início da minha preparação. E, sendo bem sincera, ela era confortável. Afinal, se é sorte, não tem muito o que precisa ser feito.

Só que junto com essa crença vinha outra: sempre que eu errava uma questão, ela era INJUSTA ou simplesmente NÃO TINHA RESPOSTA. Em 2023, inclusive, cheguei ao ponto de fazer um tweet horroroso reclamando exatamente disso.

O problema? A questão tinha resposta. Tinha contexto. Tinha lógica. E pior ainda para o meu ego: era um modelo repetido no ENEM.

A questão cobrava bagagem sociocultural, mas também poderia ser resolvida por quem tivesse maturidade em releitura e interpretação de linguagem artística. Ou seja: não era sorte. Era preparo.

Quando encontrei essa mesma questão novamente em simulados, eu já sabia a resposta. Não porque decorei. Mas porque amadureci em Linguagens.

Neste texto, vou explicar como eu estudei para evoluir de 33 para 42 acertos em Linguagens no ENEM, sem fórmula mágica, sem dom especial e sem método milagroso. Foi só o básico bem feito por tempo suficiente.


O maior bloqueio em Linguagens: achar que é loteria

Enquanto eu acreditava que Linguagens era imprevisível, nenhum estudo era o suficiente. Eu não tinha foco, nem critério e não analisava de verdade os meus erros.

A verdade é que o ENEM:

  • Repete modelos de questão
  • Cobra habilidades específicas
  • Avalia a bagagem de conhecimento do aluno, não opinião pessoal

A TRI não é uma loteria, muito pelo contrário: ela foi criada para avaliar de forma mais justa os candidatos. Difícil de engolir, eu sei.

Mas se você quer conhecer mesmo a TRI, recomendo esse vídeo sensacional do professor Fredão (estatístico e especialista na prova do ENEM):

Inclusive, além do conteúdo gratuito, esse mesmo professor possui uma coleção dedicada para o ENEM e vários simulados inéditos para a prova. Conheça o Treinamento ENEM Completo aqui.

Quando entendi a TRI, parei de brigar com a prova e comecei a evoluir. Como?


1. Saí da coitadolândia

As questões de linguagens não foram feitas especialmente para ferrar a minha vida de vestibulanda (síndrome do alecrim dourado!). Elas possuem gabarito e eu podia sim responder certo.

Sempre que eu pensava “essa questão não tem resposta”, fazia uma nova pergunta:

👉 O que essa questão está tentando avaliar?

O ENEM raramente quer saber se você conhece um nome específico. Ele quer saber se você:

  • Reconhece uma linguagem
  • Identifica uma intenção
  • Relaciona texto, imagem e contexto

A partir do momento em que eu parei de polemizar a prova, comecei a entendê-la.

2. Encontrei as resoluções certas

Falando em polêmicas… do mesmo jeito que precisei de parar de brigar com o gabarito das questões, também parei de acompanhar correções que fazem o mesmo.

Comecei a seguir professores que explicam com seriedade cada alternativa das questões, abordando tanto o motivo da alternativa estar certa, como das outras opções estarem erradas.

Foi assim que aprendi o que era um distrator, por exemplo, e mais importante: como parar de cair neles.

Aqui deixo duas recomendações: as resoluções da Autoria e do Deco Duarte.

3. Fiz um caderno de erros

Usar diáriamente o caderno de erros me fez entender uma coisa simples, mas decisiva: errar não é o problema, o problema é esquecer o que errou.

O caderno de erros é um material vivo, feito pra ser consultado E atualizado o tempo todo. Não adianta nada anotar e nunca mais olhar. Para aprender com os erros é necessário repetição.

No meu caso, optei por um caderninho físico bem simples, daqueles de menos de 10 reais na Shopee (link aqui!). Comprei um kit com 10 unidades e fui dividindo cada um por objetivo, o que facilitou muito a organização e a revisão ao longo da preparação.

Essa parte foi essencial, porque algumas questões cobram conceitos específicos ou precisam de um repertório mais robusto. Ter esses lembretes organizados evitava que eu caísse nos mesmos erros bobos, especialmente aqueles que a gente jura que “não faria de novo”… mas faz.

4. Fiz um glossário

Além do caderno de erros, fiz um glossário para melhorar o meu vocabulário de prova e evoluir a interpretação de texto.

O caderno que escolhi para o glossário foi um no formato 1/8 (mais conhecido como caderta), justamente para não transformar o caderninho em algo pesado. Nele, anotei as palavras que não conhecia ou que costumava confundir durante a resolução das questões.

O objetivo nunca foi copiar o dicionário. A ideia era registrar os significados de forma clara e prática, do meu jeito. Assim, quando aquela palavra aparecesse novamente em uma questão do ENEM, ela já não me atrapalhava.

5. Resolvi questões. Muitas questões.

Não tem atalho. Em algum momento, você precisa sentar e resolver questões. Muitas mesmo. Foi assim que eu aprendi a ler como a prova exige e ganhei o famigerado feeling.

As questões ajudam a entender como o ENEM formula enunciados, constrói alternativas e repete padrões. Quanto mais eu praticava, mais rápido eu reconhecia o tipo de habilidade que estava sendo cobrado e mais eu acertava.

Para isso, usei a plataforma Estuda.com, que é minha parceira e onde também tenho o maior cupom de desconto (🏷️ ESTUDAMEL). Foi lá que fiz tanto as questões avulsas, quanto as listas de exercícios mais direcionadas, o que facilitou o meu estudo diário.

Dentro da plataforma, eu criava as minhas listas de exercício da seguinte forma:

Seleção de questões

  • 6 questões de Português
  • 2 questões de Artes
  • 2 questões de Literatura

Seleção de bancas

  • ENEM
  • ENCCEJA

Selecionava também a opção para ignorar as questões já respondidas e ativava a opção de misturar questões. Esse formato deixava o treino mais próximo da prova e evitava que eu entrasse no modo automático.

6. Aprendi a corrigir as questões

Mas resolver questões por si só não era suficiente. A correção das questões é a parte mais importante do estudo. Toda questão errada virava aprendizado, seja indo para o caderno de erros, seja alimentando o glossário. Assim, cada lista rendia muito mais do que apenas o número de acertos.

Com o tempo, resolver muitas questões me ajudou a identificar padrões nos meus próprios erros e a ganhar segurança na leitura. E, em Linguagens, segurança faz diferença real no resultado final.

7. Fiz provas antigas e simulados

Fazer provas antigas e simulados completos foi essencial para consolidar tudo o que eu já vinha estudando no formato do ENEM, ou seja, lidar com a parte de linguagens junto com humanas e redação.

As provas antigas do ENEM ajudam a entender o ritmo da prova, o nível de concentração exigido e a forma como as questões se conectam dentro de um mesmo contexto. Resolver tudo em sequência é muito diferente de fazer questões soltas, e isso impacta diretamente no desempenho.

Com os simulados, eu conseguia treinar leitura sob pressão, controlar melhor o tempo e identificar quedas de atenção ao longo da prova. Em Linguagens, cansaço mental pesa, e só percebe isso quem simula a prova de verdade.

Outro ponto importante foi usar os simulados como diagnóstico com o auxílio da minha planilha de estudos. Eu analisava não só o número de acertos, mas também:

  • Em que tipo de questão eu mais errava
  • Se os erros vinham do começo ou do fim da prova
  • Se eram erros de interpretação, vocabulário ou atenção

Essas informações voltavam direto para o meu caderno de erros e para o glossário. Assim, o simulado não era um fim em si mesmo, mas mais uma ferramenta de estudo.

Fazer provas antigas e simulados me deu algo que nenhuma lista de exercícios dá sozinha: segurança. No dia da prova, o formato já não era novidade. Eu sabia o que esperar, como ler e como reagir. E isso fez diferença real no número de acertos em Linguagens no ENEM.

8. Melhorei na redação

A redação faz parte do primeiro dia de prova e influencia diretamente o rendimento em Linguagens. Fazer simulado sem redação quebra o treino de resistência, leitura e concentração. Na prática, não prepara para o que realmente acontece no dia do ENEM.

Assim, não é realmente um simulado se não inclui redação.

Também percebi que não adianta corrigir bem se você faz poucos simulados. Da mesma forma, não adianta fazer muitos simulados sem redação. O equilíbrio entre frequência, correção e escrita foi o que fez a diferença.

Foi importante também praticar para escrever mais rápido. Eu sou uma LESMA e diminuir o tempo de quase 4h de escrita (juro 😅) para cerca de 2 horas me fez ter mais tempo para resolver a prova objetiva.

Essa evolução na redação, porém, não aconteceu estudando sozinha. Em algum momento, eu precisei de orientação, correção de qualidade e alguém que realmente entendesse a lógica da prova.

Foi aí que entrei no curso de redação da Jana. Ter um acompanhamento estruturado, com correções por professores formados em letras e direcionamento claro, fez toda a diferença no meu processo. Eu parei de escrever no escuro e comecei a entender exatamente o que o ENEM cobra em cada competência.

Inclusive, deixo a recomendação porque confio no trabalho. Usando o meu cupom ESTUDAMEL, dá para garantir desconto no curso e estudar redação com mais segurança e estratégia.

Com o tempo, treinar redação com regularidade melhorou minha leitura, ampliou meu repertório e me deixou mais segura durante a prova. E essa segurança refletiu tanto no meu texto quanto nos acertos em Linguagens no ENEM.

9. Estudei artes

Sim, eu estudei Artes. E isso fez diferença.

As questões de Artes no ENEM costumam ser vistas como as mais difíceis de Linguagens, principalmente porque são mais conteudistas. Mas a verdade é que o conteúdo cobrado é curto, bem delimitado e totalmente possível de ser estudado com estratégia.

Além disso, estudar artes não ajuda apenas na prova objetiva. Esse conteúdo também serve como repertório para a redação, especialmente quando o tema envolve cultura, identidade, linguagem artística ou manifestações sociais.

Muitas questões que parecem complexas, na prática, cobram apenas o básico. Reconhecer um movimento artístico, identificar características visuais ou fazer eliminação a partir do que você já sabe sobre outros estilos costuma ser suficiente para chegar ao gabarito.

A questão acima, por exemplo, bastava reconhecer a obra como impressionista ou excluir as alternativas relacionadas a outros movimentos artísticos. Para quem tinha o mínimo de base, a questão deixava de ser um bicho de sete cabeças.


Como já falei em outros momentos, eu queria ter algo mirabolante para compartilhar aqui. Um método secreto, uma virada mágica. Mas não foi isso que aconteceu. Eu fiz o básico, estudei com constância e li bastante, inclusive por lazer.

Minha evolução de 33 para 42 acertos em Linguagens no ENEM não veio de forma isolada. Ela foi consequência de um estudo consistente, feito ao longo do tempo, e de uma mudança real na forma como eu enxergava a prova.

Entender a lógica do ENEM, analisar erros, resolver questões com intenção, treinar redação com frequência, estudar Artes e manter contato constante com textos fizeram parte de um processo maior. Um estudo geral, construído ao longo de dois anos.

Se você está se preparando para o ENEM e sente que Linguagens é uma loteria, saiba que não é. Com o básico bem feito e repetido pelo tempo suficiente, a evolução acontece. Talvez não da noite para o dia, mas ela vem.

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